Lição 8. O problema do mal e do sofrimento

Revista Ciência & Fé

Como a fé cristã enfrenta a dor com honestidade, esperança e a presença de um Deus que sofreu

“O problema do sofrimento existe em dois níveis que precisam ser separados: o filosófico, que pergunta por que um Deus bom permite o mal, e o existencial, que pergunta como confiar nesse Deus quando a dor é a nossa. Ambos têm resposta, mas a resposta para um não serve para o outro.” C. S. Lewis

Cadeira vazia ao lado de uma janela chuvosa, Bíblia aberta e vela acesa em atmosfera sóbria de luto e esperança

A pergunta da aula: que esperança a fé cristã oferece quando o sofrimento é real, intenso e muitas vezes parece injusto?

A resposta em 30 segundos: o problema do mal tem uma dimensão lógica e uma dimensão existencial. A fé cristã responde às duas: mostra que Deus e o mal não são logicamente incompatíveis, e afirma que Deus entrou no sofrimento humano pela cruz e prometeu redenção pela ressurreição.

Guarde esta ideia: o cristianismo não responde à dor apenas com teoria, mas com presença, cruz e esperança.

Nesta lição você vai passar por quatro pistas:

  1. Lógica: o livre-arbítrio ajuda a pensar a dor sem contradição.
  2. Cruz: Deus se aproxima da dor humana em Cristo.
  3. Esperança: a ressurreição promete que o mal não terá a última palavra.
  4. Moralidade: a própria indignação contra o mal pressupõe um padrão real de bem.

Antes de começar

O sofrimento não é um tema distante. Ele aparece no pronto-socorro, no diagnóstico de câncer, no luto de uma família, no noticiário depois de um desastre e nas perguntas silenciosas que às vezes carregamos sozinhos.

Por isso, a pergunta sobre Deus e o sofrimento não é apenas um exercício de sala de aula. É, talvez, uma das perguntas mais antigas que os seres humanos fazem a Deus: se Deus é bom e poderoso, por que existe dor?

Ao mesmo tempo, é uma pergunta que, examinada com honestidade, pode revelar muito. Sobre Deus. Sobre o que esperamos. E sobre o que o cristianismo oferece de modo único: não uma explicação fria, mas uma esperança enraizada na cruz e na ressurreição.

Pare e pense: quando você está diante de alguém que sofre, o que essa pessoa mais precisa no primeiro momento: de uma explicação lógica ou de uma presença acolhedora?

O que está em jogo

O problema do mal é uma das grandes perguntas humanas. Ele aparece desde a filosofia antiga e foi formulado com força por J. L. Mackie em 1955 (MACKIE, 1955). Na universidade, ele costuma aparecer como argumento: se Deus é bom e poderoso, por que existe sofrimento?

Antes de responder, é preciso separar duas perguntas. A primeira diz: Deus e o mal são logicamente incompatíveis. A segunda diz: mesmo que não haja contradição lógica, tanto sofrimento parece difícil de conciliar com um Deus bom. São desafios diferentes, e a resposta de um não serve para o outro.

Diagrama separando o problema lógico e existencial do mal e apontando para a cruz e a ressurreição

Pista 1: Pensando com clareza

A resposta do livre-arbítrio

Plantinga mostrou que não há contradição lógica entre Deus e o mal. Um Deus poderoso poderia criar seres programados para sempre agir corretamente, como robôs morais. Mas para criar seres com a capacidade de amar e obedecer voluntariamente no início de sua jornada, a possibilidade de recusar o bem precisava ser real. Para que a escolha pelo bem seja genuína e não uma imposição mecânica, a alternativa de escolher o mal precisa existir na partida.

Plantinga não precisou provar que o livre-arbítrio explica todo sofrimento. Ele só precisava mostrar que há uma razão possível e coerente para Deus permitir a possibilidade do mal na criação. Com isso, a resposta cristã se mostra logicamente consistente (PLANTINGA, 1974).

Diagrama da defesa do livre-arbítrio mostrando que liberdade real implica possibilidade de escolha e que isso remove a contradição lógica entre Deus e o mal

Ideia-chave: liberdade real torna possível amor real, mas também torna possível a recusa do bem.

Pista 2: Um Deus que se aproxima

É nesse ponto que o cristianismo oferece algo que nenhuma outra religião ou filosofia alcança.

Muitas visões respondem ao sofrimento com explicações. O cristianismo faz algo diferente: afirma que Deus entrou no sofrimento. Na cruz, o Criador passou por abandono, traição, tortura e morte. Ele não observou a dor humana de longe; viveu por dentro.

Isso não elimina toda pergunta intelectual. Mas muda a pergunta emocional. A cruz mostra que Deus se aproxima da dor humana, e que a última palavra não pertence ao mal (WRIGHT, 2006).

A resposta cristã não para na cruz. A ressurreição mostra que Deus não apenas compartilha a dor, mas é capaz de revertê-la. O cristianismo oferece mais que consolo: oferece redenção. Como demonstrado na Lição 5, a ressurreição não é um mito ou uma metáfora vaga, mas um evento histórico concreto e investigável que reverte a tragédia humana e garante a vitória sobre o sofrimento e a morte.

A Bíblia não esconde o sofrimento nem finge que ele é simples. O livro de Jó termina não com uma teoria, mas com um encontro. A resposta de Deus a Jó é presença. Esse padrão combina com a cruz e a ressurreição: Deus responde ao sofrimento de dentro e promete transformá-lo ao final.

Infográfico mostrando a resposta cristã ao sofrimento em três movimentos: Deus entra na dor, Cristo ressuscita e Deus promete redenção final

Se você só lembrar de uma frase: Deus não explicou o sofrimento de longe; em Cristo, ele entrou nele.

Pista 3: Perspectiva, proporção e esperança

Depois da pergunta lógica, ainda resta a pergunta existencial: a quantidade e intensidade do mal parece difícil de conciliar com um Deus bom. Um terremoto que mata trinta mil pessoas parece gratuito.

Primeiro: nossa perspectiva é limitada. Não enxergar uma razão não prova que ela não exista. Pense em um pai que leva o filho pequeno ao posto de saúde para tomar uma vacina. Para a criança, aquela picada dolorosa parece uma agressão injustificável de quem ela mais ama. Ela chora porque sua perspectiva é limitada ao momento da dor; ela não consegue entender o conceito de prevenção de doenças. Da mesma forma, nossa visão diante de Deus é parcial e finita. A história humana tem casos em que situações dolorosas produziram bens reais: compaixão, coragem, solidariedade, caráter. Isso não torna a dor boa em si mesma, mas lembra que nossa visão é parcial.

Segundo: Timothy Keller observa que, sob a perspectiva de um Deus eterno, a proporção entre o sofrimento temporário deste mundo e a glória da vida eterna é infinitamente desproporcional. O apóstolo Paulo expressou essa mesma realidade em sua carta aos Romanos: “Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada” (Romanos 8.18, NVI). Desse modo, um sofrimento intenso, mas finito, quando contrastado com a imensidão de uma eternidade de amor e restauração plena, revela-se como algo passageiro que não se compara à glória futura que nos aguarda (KELLER, 2013).

Terceiro: o sofrimento observado não é o fim da história. A promessa cristã de redenção significa que nosso quadro está incompleto. Julgar o sofrimento sem levar em conta a vida eterna é como julgar um livro pelo capítulo mais escuro, sem conhecer o final.

Pista 4: O mal aponta para o bem

Há um ponto que raramente aparece: quando reconhecemos o mal como injustiça real, estamos também reconhecendo que existe um bem real.

Para dizer que algo é realmente mau, não apenas desagradável, precisamos de um padrão moral real. Uma criança morrendo de fome não é só um fato biológico: é uma injustiça. E injustiça só faz sentido se existe um bem real que foi violado.

William Lane Craig aponta que, num universo sem Deus, a frase “o sofrimento de crianças inocentes é errado” perde fundamento objetivo e vira preferência pessoal ou cultural (CRAIG, 2008). O ateísmo protesta contra o mal usando uma linguagem moral que combina melhor com um universo criado por Deus. Por isso, a objeção do mal não é tão simples contra a fé cristã quanto parece: ela depende de um padrão de bem que o naturalismo tem dificuldade de fundamentar.

Lewis reconheceu isso antes de se tornar cristão: ele usava o mal do mundo como argumento contra Deus, e então percebeu que, ao fazê-lo, estava assumindo padrões reais de certo e errado, o que já pressupunha o tipo de ordem moral que só faz sentido no teísmo (LEWIS, 2017). O argumento que ele pensava ser contra Deus era, na verdade, uma evidência a favor.

Além disso, rejeitar Deus por causa do mal coloca o cético em um dilema ainda maior. Sem Deus, o sofrimento humano perde qualquer significado objetivo. Sob a ótica materialista, a dor é apenas um acidente biológico em um universo que, nas palavras de Richard Dawkins, não possui “nenhum propósito, nenhum mal, nenhum bem, nada além de uma indiferença implacável” (DAWKINS, 1995). O ateísmo não resolve o problema do sofrimento; ele apenas retira qualquer esperança de justiça ou consolo final.

Diagrama mostrando que chamar algo de mal exige um padrão moral real e aponta para um fundamento além das preferências humanas

Objeções comuns

Objeção 1: “E o sofrimento natural? Terremotos e doenças não fazem escolhas.”

Essa é uma pergunta importante. A resposta cristã costuma seguir três caminhos.

Primeira: um mundo com leis naturais regulares é condição necessária para que agentes livres naveguem e façam escolhas com consequências reais. Num mundo onde Deus interviesse a cada momento para evitar qualquer consequência dolorosa, a liberdade humana seria ilusória.

Segunda: há virtudes reais que só surgem diante da adversidade. Essa ideia, formulada por pensadores clássicos como Irineu de Lyon e popularizada por John Hick, descreve o mundo não como um resort de férias, mas como uma “escola para a alma”. Virtudes profundas como coragem e sacrifício seriam impossíveis em um mundo onde nada pudesse dar errado (HICK, 1966). O sofrimento, nesse sentido, serve para moldar e amadurecer o nosso caráter.

Terceira: a Bíblia não apresenta o mundo atual como a criação em seu estado final. Gênesis 3 descreve uma desordem que afeta a criação, e Romanos 8 fala de uma criação que geme aguardando restauração. O ponto central é este: o sofrimento natural não mostra como Deus planejou sua criação; mostra quanto ela ainda aguarda redenção.

Objeção 2: “Mesmo com essas explicações, a dor real no mundo ainda machuca profundamente e parece esmagadora.”

De fato, a fé cristã jamais nega a seriedade ou a dureza do sofrimento. O evangelho não nos pede para fingir que a dor é irrelevante; a própria Bíblia está repleta de salmos de lamento e perguntas sinceras feitas por homens de fé. O ponto crucial é que a dor, embora real, não destrói a coerência da fé cristã nem anula o amor de Deus. Pelo contrário: é justamente na dor que o Deus cristão se revela mais próximo, oferecendo não um argumento frio, mas a Sua presença consoladora na caminhada e a promessa de que a dor é temporária, mas a Sua redenção é eterna.

Objeção 3: “Se Deus sabe do sofrimento e pode impedi-lo, por que Ele escolhe não intervir imediatamente em todas as situações de dor?”

Esta pergunta assume que, se não conhecemos um motivo imediato para Deus permitir determinada dor, esse motivo simplesmente não existe. No entanto, transformar a nossa limitação humana em uma prova contra Deus é um equívoco de perspectiva. Como um Pai sábio que enxerga o panorama completo de nossas vidas e da história, Deus muitas vezes permite desafios temporários para gerar em nós maturidade, dependência e um bem eterno que hoje não conseguimos enxergar. A ausência de intervenção visível e imediata jamais deve ser confundida com indiferença (LENNOX, 2011).

Mais importante: o cristianismo não apresenta Deus como um espectador distante. Apresenta um Deus que agiu de forma definitiva, entrando no sofrimento humano em Jesus, e que promete a redenção final de toda injustiça. A cruz não é passividade: é a intervenção de Deus por amor a nós.

Objeção 4: “Se no céu não haverá pecado nem mal, isso significa que lá seremos como robôs, sem livre-arbítrio real? E por que Deus não nos criou diretamente lá, poupando-nos da dor na Terra?”

Essa é uma excelente questão lógica. A resposta teológica clássica é que o céu não representa a perda da liberdade, mas a sua perfeição.

Neste mundo, nossa liberdade é imperfeita e frequentemente escravizada por ilusões, traumas e ignorância (escolhemos o mal achando que ele nos trará algum bem). No céu, com a mente e o coração totalmente restaurados e diante da visão direta da beleza e do amor de Deus, a atração pelo mal perde completamente o sentido.

Pense em um casamento perfeitamente feliz: o cônjuge é livre para trair, mas o seu amor e a sua satisfação são tão plenos que a traição deixa de ser uma opção psicologicamente real. No céu, nosso livre-arbítrio é livre de forma definitiva: somos plenamente capazes de amar e escolher o bem porque conhecemos a realidade como ela de fato é. A ausência de pecado não é uma programação robótica forçada de fora, mas o resultado de um caráter amadurecido e plenamente satisfeito em Deus.

Mas por que Deus simplesmente não nos criou diretamente no céu, poupando-nos de toda essa dor terrena?

Deus, em Sua sabedoria e soberania, não planejou a história como um quadro estático, mas como um drama real de criação, resgate e vitória. Há duas razões bíblicas profundas para passarmos por este mundo antes da glória eterna:

A primeira é a diferença entre inocência e amor provado. Adão foi criado inocente no Éden, mas a nossa união eterna com Deus no céu será muito mais do que mera ingenuidade. Será uma fidelidade madura e inabalável. É no deserto deste mundo que a nossa fé é lapidada. Virtudes como esperança, perseverança, perdão e confiança em meio às lágrimas não podem existir em um lugar onde nada dá errado. Deus usa as provações terrenas para forjar em nós um caráter provado e um amor que escolhe a Ele mesmo quando tudo ao redor desmorona.

A segunda é que o céu não é o lar de pessoas que nunca sofreram, mas de pessoas que foram resgatadas. Se tivéssemos sido criados diretamente no céu, sem nunca conhecer a dor e o pecado, jamais saberíamos o que é a graça. Jamais conheceríamos a misericórdia. E, acima de tudo, o universo nunca testemunharia a maior demonstração de amor que existe: a cruz de Cristo.

A música dos salvos no céu é um “cântico de redenção” (Apocalipse 5.9). A adoração eterna será infinitamente mais profunda porque fomos resgatados do abismo. Em um mundo sem dor, o maior amor de Deus permaneceria oculto. A escuridão deste mundo temporário serve para destacar a glória eterna do amor de Cristo.

Para conversar na universidade

Na universidade, o problema do mal aparece mais na conversa informal do que no debate formal. A resposta mais fiel ao evangelho raramente começa com argumentos: começa com presença e escuta. A pessoa que sofre precisa saber que sua dor é levada a sério antes de qualquer resposta intelectual.

Só depois, quando há espaço, perguntas como esta costumam abrir conversas: “O que você acha que seria necessário para que Deus respondesse ao mal de uma forma satisfatória?” A resposta mais comum é: que ele entrasse nele. O cristão pode então apontar para a cruz como exatamente essa resposta.

Para o estudante cristão que enfrenta suas próprias dúvidas diante do sofrimento, a honestidade de Lewis em Uma dor observada é um recurso valioso: mostrar que duvidar e questionar não é o oposto da fé. É parte do processo de uma fé que amadurece.

Uma pergunta que abre conversa: “O que você acha que Deus deveria fazer para responder ao mal de forma satisfatória?”

Muitas vezes, essa pergunta abre caminho para falar da cruz com respeito, cuidado e atenção à dor da outra pessoa.

Fechando o caso

O problema do mal é uma das perguntas mais dolorosas da vida humana, e a fé cristã a encara com seriedade. Plantinga mostrou que não há contradição entre Deus e o mal. Nossa perspectiva limitada convida à humildade. E chamar algo de mal já aponta para um padrão real de bem.

O caso cumulativo

Livre-arbítrio: Deus e o mal não são logicamente incompatíveis.

Cruz: Deus não permaneceu distante da dor.

Ressurreição: o sofrimento não é o fim da história.

Moralidade: chamar algo de mal exige um padrão real de bem.

Mas o que distingue o cristianismo não é apenas a força de seus argumentos. É que ele oferece algo profundamente consolador: um Deus que foi onde nós vamos quando sofremos. Que experimentou abandono, dor, injustiça e morte. E que prometeu, com a ressurreição, que a última palavra não pertence ao sofrimento.

O estudante cristão não precisa memorizar cada argumento para conversar com honestidade. Precisa saber que há respostas sérias e que a fé que resiste ao sofrimento não é a fé que nunca chorou. É a fé que leva sua dor a Deus. O problema do mal é real. Mas a presença, a cruz e a promessa de Deus também são reais.

Uma frase para guardar: a fé cristã não nega a dor; ela a leva até a cruz e a ressurreição.

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Versão digital:

DIAS, Leandro Weige. Revista Ciência & Fé, Lição 8: Problema do mal. Pelotas: Igreja Batista do Fragata, 2026. Disponível em: <>. Acesso em: 2 junho 2026.

Versão impressa (apostila):

DIAS, Leandro Weige. Revista Ciência & Fé, Lição 8: Problema do mal. Pelotas: Igreja Batista do Fragata, 2026. Apostila.

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Referências

CRAIG, William Lane. Reasonable Faith: Christian Truth and Apologetics. 3. ed. Wheaton: Crossway, 2008.

DAWKINS, Richard. River Out of Eden: A Darwinian View of Life. New York: Basic Books, 1995.

HICK, John. Evil and the God of Love. London: Macmillan, 1966.

KELLER, Timothy. Walking with God through Pain and Suffering. New York: Dutton, 2013.

LENNOX, John. Where Is God in a World of Suffering? Epsom: Good Book Company, 2011.

LEWIS, C. S. Cristianismo puro e simples. Tradução Gabriele Greggersen. São Paulo: Thomas Nelson Brasil, 2017.

LEWIS, C. S. The Problem of Pain. London: Geoffrey Bles, 1940.

MACKIE, J. L. Evil and omnipotence. Mind, Oxford, v. 64, n. 254, p. 200-212, 1955.

PLANTINGA, Alvin. God, Freedom and Evil. Grand Rapids: Eerdmans, 1974.

WRIGHT, N. T. Evil and the Justice of God. Downers Grove: IVP Books, 2006.

BÍBLIA. Bíblia Sagrada: Nova Versão Internacional. São Paulo: Editora Vida, 2000.